6 Junho 2007
A importncia do curso superior para os cidados historicamente definida no contexto social como agente sistematizador, pesquisador e transformador, evidentemente comprometido com a humanidade nos aspectos da melhoria da condio humana. Desempenha um papel antagnico de complementaridade, pois guardio ?da herana cultural de saberes? (E.Amorim, 2000, p.10) e regeneradora ao atualizar e transmitir o conhecimento.
O ensino superior, personificado pelas IES (Instituio do Ensino Superior) deve dar ao indivduo condies de participar e desfrutar dos avanos da civilizao, que constri e renova-se permanentemente, e das perspectivas sociais, trazendo-o luz da conscincia como agente participante e tambm como agente observador e transformador da realidade que o envolve, antes estruturalmente fragmentadas.
atravs da universidade que se d a prtica simultnea da tcnica, da tica e da poltica. Atravs da competncia tcnica que o cidado recebe a qualificao profissional, uma materializao do seu desenvolvimento na busca das almejadas eficcia e eficincia. A poltica se d nos processos educacionais de forma a contribuir para a construo e exerccio da cidadania como forma de superao e emancipao do poder. tica porque atravs de conceitos e valores que se do as referncias bsicas das aes humanas para seu crescimento enquanto parte da humanidade. A educao superior tambm promove o controle de grupos de conhecimentos, tcnicas e mtodos cientficos para garantir a idoneidade enquanto instituio, desprovidas de crenas e liberta de preconceitos.
Esses papis que cabem ao ensino superior impem a ela o dever de dar condies ao indivduo progresso contnuo no saber e de autonomia na sua busca, transformao e gerao de conhecimento, atravs de processos integrados investigao. Outro papel importante o incentivo reflexo nas relaes sociais entre si e com o ambiente a sua volta, reconhecendo a importncia de todos os nveis de relaes, numa viso sistmica.
A ao do ensino superior se d no universo da realidade social e de tempo sncrono com o da sociedade, em ambientes onde mudanas rpidas e contnuas j lhe so inerentes. neste contexto que a educao superior deve se apresentar, como porto para o posicionamento reflexivo e pensamento crtico na jornada pela construo do equilbrio e igualdade social.
De acordo com Marilena Chau, a maior contribuio do Ensino Superior o legado da criao do pensamento, da curiosidade e admirao que levam descoberta, ?do retorno a pretenso de transformao histrica como consciente dos seres humanos em condies materialmente determinadas? (Chau, 1999,p.222).
A universidade deve mais do que adequar-se s movimentaes do mercado, deve olhar a sua volta, compreender e assimilar os fatos produzidos na sociedade, produzir respostas aos questionamentos feitos s mudanas sociais, aparelhar globalmente o indivduo inserido no processo educacional para as complexidades que chegam, posicionar-se como lder, que produz idias, tcnicas e culturas atualizadas.
Conseguindo atender estes anseios, que so da sociedade e que so auto-impostos, a educao superior restabelecer a si a direo rumo aos processos de humanizao.
17 Fevereiro 2007
?Raa questo de diferena e no desigualdade.?
Arthur Gabineau
Na constituio brasileira a palavra ?raa? e outras dela derivadas saltam ao texto 3 vezes, sempre repudiando o seu uso como critrio de diferenciao entre indivduos. O termo aparece no inciso IV do artigo 3, no inciso VIII do artigo4 e no inciso XLII do artigo 5. Ser com base na Constituio Federal Brasileira e nas aes da poltica educacional que tentaremos discorrer sobre sistema de cotas raciais nas universidades e as tenses que dele derivam.
Apesar do movimento pelas lutas tnicas negras surgirem no Brasil j na dcada de 80, s em 2001 o governo brasileiro aparece com as chamadas ?aes afirmativas? em benefcio da populao afrodescendente. Estas aes comeam desde o estabelecimento de cotas para o acesso universidade e os ministrios do governo, atravs de reservas de vagas para cargos pblicos. O governo aqui, legitima a diferenciao dos indivduos pela cor e torna estampado que existe um grupo diferenciado de indivduos e este precisa estar tambm representado/inserido no meio, agora classificado de maioria no-negra.
Neste momento, movido pelas presses internas e as internacionais, o governo separa o Brasil em Negros e Brancos, como quem separa ricos dos pobres. Com base nas estatsticas , afirma a associao da pobreza quantidade de melanina que cada um carrega. suposto que se a constituio cita o ?racismo?, ento ela supe que este existe, mas da a us-lo para separar indivduos que tm direito ou no para tentar diminuir a condio de sofrimento social no mnimo uma tentativa de ao irnica, uma celebrao racial contra o racismo onde o etnocentrismo toma conta das aes que deveriam ser objetivamente contra a pobreza.
A tradio aqui fincada de ?raas hibridas? (Freire G.) que tem como a miscigenao um dos maiores bens biolgicos da nao, parece perder espao para a definio de qual raa o indivduo pertence, tendo como estmulo principal os benefcios que podero ser adquiridos ou perdidos. Estas tenses nos remetem a conceitos histricos como ?apartheid? e ?eugenia? restritos at ento aos livros escolares.
A prtica de aes especificamente raciais (racistas?) pelo governo parece uma declarao oficial de segregao racial brasileira, ato este que atravs da observao do cotidiano social transparece que ao invs de gerar uma incluso/integrao entre povos as tenses de insatisfao e de sensao de injustia social ampliam ainda mais o abismo que os prprios movimentos tnicos clamam para ser fechado.
Agora, freqentemente aparecem das mais variadas formas de manifestaes nas universidades contra queles que ocupam vagas usando critrios especficos para benefcio do indivduo negro. As tenses se ampliam, a segregao comea a aparecer no meio acadmico, meio este que normalmente seria um local de incio para movimentos em direo oposta: a da igualdade dos direitos.Ao entrar na universidade o aluno obrigado a decidir de qual parte da ?sociedade das cores? ele pertence, porque no sendo a lei completamente objetiva sobre os requisitos para esta definio transfere ao indivduo o julgamento de sua cor. J no primeiro formulrio de candidatura entrada na universidade h determinao de qual grupo de cor pertencer enquanto estiver na vida acadmica.Parece ento, que o governo ao no resolver um problema social, justificando o no acesso da parcela da populao negra universidade, que advm da pobreza gerada pelo desemprego e, tambm das aes tmidas na rea de educao no ensino mdio, busca por meio paliativos em curto prazo resolver o problema histrico da m distribuio de renda. Transfere para a educao uma responsabilidade que no lhe cabe inteiramente, alm de comprometer a educao universitria atravs da seleo que nivela por baixo o candidato vaga.
Uma ao paternalista por meio de aes oficialmente racistas de distribuio de educao, de custo zero, parece beneficiar mais os negros da classe alta e mdia e manter o negro pobre no mesmo lugar que sempre esteve, na periferia das aes pblicas. Porque ainda que este seja beneficiado pelo sistema de cotas, ter que concorrer com os negros que sairo das escolas particulares munidos das mesmas informaes que seus colegas no-negros.
Impor condio tnica o carter da falta de oportunidade afirmar que a pobreza pode ser resolvida pela diferenciao da cor. Mesmo sabendo que, estatisticamente, 70% da pobreza seja de pessoas negras, no possvel ver aqui motivos para uma diferenciao nas aes governamentais movidas pela cor. Usar estes dados para estabelecer metas e verificar a eficcia das aes ao longo do perodo no a mesma coisa que criar aes para que os 70% sejam reduzidos em detrimento dos 30%.
A utopia da nao de todas as raas e de todas as crenas desfeita, agora sabemos que ideologicamente somos duas, negros e no-negros. O lado ruim no este, o reconhecimento de sua verdadeira face quando no possvel ao menos desejvel. A questo aqui levantada so as aes que o governo toma para amenizar a pobreza que assola este pas, atravs de aes excludentes ou que geram um sentimento ?racista? pela perda de direitos para o benefcio do ?outro?. No simplesmente o benefcio do outro, mas a perda do direito por parte de alguns.
Pode-se concluir que a questo da incluso educacional nas universidades atravs das cotas universitrias para os negros deve passar por amplos debates na sociedade civil, bem como por aes que vo muito alm das solues imediatistas, como excluso/incluso pela cor. Cabe ao governo oferecer oportunidades iguais aos indivduos ao nascerem, independentemente da cor que tenham, para que estes sejam capazes de sair do ?crculo do racismo institucional? (Azevedo, C.M.M..2003).
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27 Setembro 2006
Este artigo trata da regulamentação da EaD (educação a distância) no Brasil dos cursos citados no título.
Sobre a Graduação
No Brasil, as bases legais para a modalidade de EaD foram estabelecidas pela LDB (Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996), que foi regulamentada (Decreto n.º 5.622) e normatizada/definida (Portaria Ministerial n.º 4.361, de 2004)
O MEC indica Referenciais de Qualidade de EaD para Cursos de Graduação a Distância, mas que não tem poder de lei. A relação das IES (Instituições de Ensino Superior) aptas a oferecer o curso de graduação a distância você poderá conferir clicando aqui.
Sobre a Pós-graduação
1. Lato Sensu
Esta pós-graduação a distância só poderá ser oferecida por instituições credenciadas pela União. Os cursos de pós-graduação lato sensu oferecidos a distância deverão incluir, necessariamente, provas presenciais e defesa presencial de monografia ou trabalho de conclusão de curso” (Lei nº 9.394/96, de 1996).
Veja aqui cursos de Pós-Graduação Lato Sensu a Distância (Exclusivamente) - Instituições Credenciadas e/ou Cursos ou Programas Autorizados.
2. Stricto Sensu - Mestrado e Doutorado
Cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) a distância serão oferecidos exclusivamente por instituições credenciadas para tal fim pela União e obedecem às exigências de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento estabelecidos no Decreto n.º 5.622/05.
Vale ressaltar que no mesmo decreto (de dezembro de 2005) recomenda que a CAPES tem 180 dias para regulamentar os cursos de mestrado e doutorado nesta modalidade e não o fez até hoje. Assim, como não existe ainda regulamentação para estes cursos a distância também não há reconhecimento do MEC de nenhum mestrado ou doutorado oferecido a distância, atualmente.
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Existe ainda um projeto em caráter experimental que articula e integra um sistema nacional de educação superior a distância a UAB(Universidade Aberta do Brasil). Na seção “IES Selecionados” aponta a UFES (Universidade Federal do Espeíto Santo) na Planilha de Controle de Cursos em Oferta com mestrado do curso de Ensino de Ciências. Enquanto no item Curso Ofertado informa ser um curso na modalidade EAD, na Justificativa do curso aparece a frase “A criação de um mestrado profissional* em ensino de ciências na modalidade semipresencial* visa qualificar a (…)” o que traz confusão sobre a modalidade do curso e se é Lato Sensu ou Stricto Sensu.
Fonte: MEC
UFES
6 Setembro 2006
Depois de identificados os segmentos é possível escolher um ou mais segmentos para atuar. Essa escolha é baseada na atratividade do mercado e devemos levar em conta fatores como: tamanho do segmento; taxa de crescimento; elasticidade e sensibilidade a preço; sazonalidade; barreiras de entrada e de saída; tecnologia usada; fornecedores; perfil da concorrência; diferenciação e impactos econômicos; político-legal e social.
É fundamental também uma análise das condições internas da empresa para competir no segmento escolhido: pontos fortes e fracos; posições econômica, tecnológica e perfil de capacidade (gerência, marketing e integração). Para melhor visualizar todas as informações colhidas é aconselhável fazer matrizes para avalizar o grau de atratividade dos segmentos e a capacidade da empresa de atender as necessidades exigidas pelo mercado.
O terceiro e último passo é o posicionamento de mercado através do estabelecimento e execução de estratégias. Alguns autores estabeleceram três estratégias básicas para explorar os segmentos: Marketing não-diferenciado, marketing diferenciado e marketing concentrado.
O marketing não-diferenciado é uma abordagem que pretende atingir o mercado sem distinção. Nesta estratégia o produto é padrão para todos, não se visualiza nenhuma diferença. Aqui há um pressuposto que todos irão utilizar o produto da mesma forma, logo, os recursos utilizados serão bem menores (proporcionalmente) aos da estratégia diferenciada.
O marketing diferenciado é uma estratégia adotada pelas empresas que tem produtos e serviços para oferecer a segmentos com intenções de compra singulares. Aqui os segmentos se comportam de maneiras diferentes e a empresa tenta se adaptar ao segmento. Há uma grande probabilidade de se conseguir atingir todo o mercado-alvo com esta estratégia. Os recursos utilizados nesta estratégia serão grandes, pois implica em custos elevados.
O marketing concentrado consiste em atuar fortemente em um ou poucos segmentos, deixando os outros para os concorrentes. Esta é uma maneira de construir uma posição forte frente a alguns mercados, facilitando a defesa de suas posições. Esta estratégia pressupõe um conhecimento profundo dos clientes que vão ser atendidos. Quanto menor o segmento maior será a necessidade de se estar acompanhando permanentemente este mercado para verificar sua atratividade.
Para decidir sobre a estratégia deve-se estudar cada detalhe da segmentação para que haja um posicionamento de sucesso. O desenvolvimento de uma estratégia bem elaborada facilitará as decisões sobre o preço utilizado, a publicidade indicada, a disponibilização dos produtos e a logística necessária para atender o mercado. O direcionamento dos recursos de uma empresa para uma única estratégia proporciona um crescimento estável e controlável (na maneira do possível), permitindo prever ao longo da linha do tempo possíveis posições de mercado a serem conquistadas ou defendidas.
Para se atingir uma posição estratégica confortável, acima de tudo, é necessário um comprometimento da alta gerência com o plano que foi ou está sendo desenvolvido. Caso o plano não seja seguido e engavetado é certo que não haverá o retorno esperado e a frustração será inevitável. Para a sobrevivência da empresa, é necessário que se faça dos clientes o centro de suas operações e escolher a quem se vai disponibilizar produtos é na verdade cobrir de certeza o sucesso das operações de marketing. A segmentação e o posicionamento de mercado possibilita ao empresário a concentração de seus recursos numa estratégia voltada para resultados.
Com planejamento é presumível antecipar as respostas do mercado. É possível monitorar e defender posições. É fundamental para transformar informação em conhecimento.