Wi|son Do|| - Marketing e Educação

31 Agosto 2006

Faculdade usa marketing e quem ganha é a sociedade

Tanto quanto aumentou o número de faculdades, aumentaram os problemas por elas enfrentados: alunos menos preparados em faculdades particulares; maior concorrência em faculdades públicas, favorecendo o aluno de escolas particulares de ensino médio; cursos caros estimulando a inadimplência e desistência; falta de recursos para implementação de valor para os clientes e tantos outros. Diante de tantos possíveis revezes, uma equipe preparada na administração é fundamental para a sobrevivência da instituição de educação.

Saindo de uma crisePeter Drucker afirma: “O propósito do marketing é tornar a venda supérflua.” Venda não é a parte mais importante do marketing, as instituições têm que ofertar seus serviços, fixar preços condizentes, distribuir e comunicar eficazmente. Tudo isso é marketing. Se estivar tudo certo, o cliente vem.

Para manterem-se no mercado, as instituições educacionais têm que dissecar as informações do mercado em que atua e atrair os recursos necessários para atender e superar as expectativas do mercado. O marketing fornece ferramentas para realizar estes processos dinamicamente.

Alguns pensariam: “ ah! Deve ser através de propaganda ou da venda!”. A maioria das pessoas associa marketing essas coisas. Para não haver dúvidas, vamos logo pegar uma definição de marketing por Kotler: “É um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros.” Pensar que marketing é publicidade é o mesmo que dizer que ele é orientado para o vendedor. Não, o marketing é orientado para o cliente. Conhecer e oferecer a satisfação ao cliente são suas metas.

As ferramentas para atingir as metas de uma instituição de educação são os produtos (neste caso programas), formação do preço, comunicação (se fazer conhecer no mercado) e distribuição (colocar o produto certo no lugar certo).

Eu vejo 3 tipos de instituições que usam ou não usam o marketing:

  1. As que estão “muito bem, obrigada” -> normalmente ou implementaram um departamento de marketing e cresce sustentavelmente ou mantêm um setor com 1 estagiário para atender as ligações das agências de propaganda e tendem a sair do mercado a médio prazo.

  2. Instituições que estão se desenvolvendo -> têm um setor de marketing ativo e/ou conta com consultoria de marketing.

  3. Instituições em crise financeiro -> não têm departamento ou setor de mkt. As decisões estratégicas são tomadas de forma centralizada no administrador. Não geram receita para a demanda de pesquisa e desenvolvimento.

Coloque a universidade para andar.Onde a sua está? Viu que até o item 2 tem solução, mas a percepção do colapso administrativo pega o administrador de surpresa. Portanto, cuidado! Também não se engane, ter um departamento com o nome de “departamento de marketing” não significa que a instituição tem orientação de marketing. Para estar orientada para o marketing, como citado antes, é indispensável que a instituição encontre e mensure as necessidades da sociedade e adaptar-se para dispor delas, mantendo este ciclo dinâmicamente.

Usar o marketing nas instituições educacionais gera muitas controversas entre seus administradores, mas é fato que ambos os lados ganham: elas que se mantêm atualizadas e alinhadas com o mercado e os clientes que terão ao seu dispor a satisfação de desejos e necessidades realizados.

29 Agosto 2006

Sobre Nomes, Pseudônimos e Marketing

O uso do nome ou pseudônimo no blog é a impressão da marca pessoal do autor ao sei blog. Para que ele passe características inerentes ao conteúdo e/ou à sua profissão (como credibilidade, ou humor, ou rusticidade, etc.) existem algumas técnicas para criação do nome que o profissional usará, mas de maneira geral essas características podem ser associadas ao nome do autor (num caminho inverso) do conteúdo que este bloga na internet. Assim, usar ou não usar o nome real não é o mais importante. O importante é ter em mente que este “nome” será associado a você, com todas as características à ele (o “nome”) associado ao longo tempo.

O uso do pseudônimo nem sempre é pejorativo ou destoa com o conteúdo publicado. Às vezes simplesmente é um outro nome pelo qual a pessoa é ou gostaria de ser conhecido. É óbvio que você deve usar o mesmo nome (ou pseudônimo) sempre freqüentar toda a rede de seu blog. Não dá é para ficar mudando o “nome” quando for criticar e voltar ao nome habitual quando para passar pelo bom moço.

Identidade de valorAssumir uma marca é um ato de elegância e, também, incorporar uma série de ativos e passivos que vão surgindo com tempo: um amigo aqui, um inimigo ali, uma porta que se fecha e outras tantas que se abrem. Bom senso em zelar pela imagem é o que vale. Usar da ética é um bom caminho para a construção de um nome (marca) de credibilidade e sucesso no trabalho que realiza.  Como diz o blogueiro Idelber Avelar  “(…) encare e se apresente, mesmo que seja com o seu pseudônimo de todos os dias.”

Obviamente, o anonimato (ou não) tem suas conseqüências jurídicas. A Constituição Brasileira, no art.5º, IV, garante a liberdade de expressão, mas cuidado: o anonimato é proibido! Pode ser entendido como um ato de má fé pela pessoa que dele se utiliza. É bom deixar claro que você se utilizar da alcunha que é conhecido (e não for o nome real) não é anonimato e ainda é pseudônimo, entenda a diferença. No Código Civil no art. 19 lê-se a possibilidade de utilizar o pseudônimo.

Para finalizar, cuide do seu nome – seu bem mais precioso. Não importa se hoje você tem um blog sobre culinária e ano que vem um sobre biodiesel, se você zela por seu nome levará a credibilidade para todos os lugares que estiver.

28 Agosto 2006

Universidade X e-mail - inimizade

(Parte I - A peregrinação)

Entrei em contato com várias instituições de ensino superior na busca por uma pós na área de educação de cursos presenciais e não-presenciais: na maioria os prazos para inscrição estavam vencidos.

Não desisti: mandei vários e-mails para pegar informações e me assustei com as poucas respostas que obtive. Uns pediam para eu ver no site - lugar onde eu já tinha estado e não tinha informação relevante - e outras simplesmente copiaram o site no corpo do e-mail. … tá, tive outras respostas satisfatórias, mas exageraram na quantidade de e-mails e me pedem (desesperadamente) para me matricular até hoje.  

Toda essa quimera me fez perceber a realidade:Gráfico 

  1. As faculdades de cursos não-presenciais: têm uma boa equipe para responder aos e-mails, mas não sabem quando parar;
  2. De cursos presenciais privadas: estão longe de fornecer informações rapidamente (como pede a internet) e completas por e-mail;
  3. Instituições com cursos presenciais e públicas: Não tem funcionários preparados para responder simples e-mails e 
  4. Ninguém percebeu que a concorrência rouba clientes potenciais em suas portas.  

Poucas são as faculdades que não tenha um curso de graduação em Administração ou Marketing, mas a maioria se esquece que a razão delas existirem são os alunos. …por que falei em administração e marketing? Ora, os estudos destas matérias não tratam da satisfação do cliente e sucesso da organização? 

Estamos na era do cliente, onde o combate altamente competitivo e o número decrescente de alunos (claro que o segundo decorre do primeiro, mas ambos são fatos) afastam, cada vez mais, as perspectivas sonhadas da dura realidade: os alunos de instituições de educação, em sua grande maioria, têm tempo determinado para deixar a carteira de clientes. Na melhor das hipóteses, em 5 anos.

Então, resta buscar novos alunos, clientes potenciais, para os cursos qualificados e alinhados estrategicamente com o cenário de mercado. Bonita a frase, heim? Melhor seria se ao menos houvesse capacitação da linha de frente destas instituições: seus funcionários. 

Ainda me incomoda a resposta de um e-mail em que o funcionário do departamento dizia que as informações estavam no site. Quando devolvi o e-mail dizendo que o site estava desatualizado, ele me respondeu que não sabia qual era a informação que eu queria… Tive vontade de responder dizendo que não importava qual informação eu queria, pois TODAS as que estavam no site eram referente ao ano de 2005. Mas como diz a irmã Selma (da Terça Insana): “Eu rezo!”

Está na hora das Instituições de Educação tirarem do conteúdo que ensinam em sala de aula a teoria para aplicar no seu cotidiano, transformar este cenário debilitado em oportunidade. Os que primeiro que perceberem e se adiantarem vão transformar uma ameaça em oportunidade. 

Finalmente me inscrevi em duas pós, uma presencial e outra parcialmente-presencial. Adivinha qual me informou no dia marcado para iniciar as aulas que a aula inaugural seria adiada (fiquei sabendo porque liguei para pegar mais informações, depois de dois e-mails sem resposta)? …a presencial.