27 Setembro 2006
Este artigo trata da regulamentação da EaD (educação a distância) no Brasil dos cursos citados no título.
Sobre a Graduação
No Brasil, as bases legais para a modalidade de EaD foram estabelecidas pela LDB (Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996), que foi regulamentada (Decreto n.º 5.622) e normatizada/definida (Portaria Ministerial n.º 4.361, de 2004)
O MEC indica Referenciais de Qualidade de EaD para Cursos de Graduação a Distância, mas que não tem poder de lei. A relação das IES (Instituições de Ensino Superior) aptas a oferecer o curso de graduação a distância você poderá conferir clicando aqui.
Sobre a Pós-graduação
1. Lato Sensu
Esta pós-graduação a distância só poderá ser oferecida por instituições credenciadas pela União. Os cursos de pós-graduação lato sensu oferecidos a distância deverão incluir, necessariamente, provas presenciais e defesa presencial de monografia ou trabalho de conclusão de curso” (Lei nº 9.394/96, de 1996).
Veja aqui cursos de Pós-Graduação Lato Sensu a Distância (Exclusivamente) - Instituições Credenciadas e/ou Cursos ou Programas Autorizados.
2. Stricto Sensu - Mestrado e Doutorado
Cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) a distância serão oferecidos exclusivamente por instituições credenciadas para tal fim pela União e obedecem às exigências de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento estabelecidos no Decreto n.º 5.622/05.
Vale ressaltar que no mesmo decreto (de dezembro de 2005) recomenda que a CAPES tem 180 dias para regulamentar os cursos de mestrado e doutorado nesta modalidade e não o fez até hoje. Assim, como não existe ainda regulamentação para estes cursos a distância também não há reconhecimento do MEC de nenhum mestrado ou doutorado oferecido a distância, atualmente.
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Existe ainda um projeto em caráter experimental que articula e integra um sistema nacional de educação superior a distância a UAB(Universidade Aberta do Brasil). Na seção “IES Selecionados” aponta a UFES (Universidade Federal do Espeíto Santo) na Planilha de Controle de Cursos em Oferta com mestrado do curso de Ensino de Ciências. Enquanto no item Curso Ofertado informa ser um curso na modalidade EAD, na Justificativa do curso aparece a frase “A criação de um mestrado profissional* em ensino de ciências na modalidade semipresencial* visa qualificar a (…)” o que traz confusão sobre a modalidade do curso e se é Lato Sensu ou Stricto Sensu.
Fonte: MEC
UFES
6 Setembro 2006
Depois de identificados os segmentos é possível escolher um ou mais segmentos para atuar. Essa escolha é baseada na atratividade do mercado e devemos levar em conta fatores como: tamanho do segmento; taxa de crescimento; elasticidade e sensibilidade a preço; sazonalidade; barreiras de entrada e de saída; tecnologia usada; fornecedores; perfil da concorrência; diferenciação e impactos econômicos; político-legal e social.
É fundamental também uma análise das condições internas da empresa para competir no segmento escolhido: pontos fortes e fracos; posições econômica, tecnológica e perfil de capacidade (gerência, marketing e integração). Para melhor visualizar todas as informações colhidas é aconselhável fazer matrizes para avalizar o grau de atratividade dos segmentos e a capacidade da empresa de atender as necessidades exigidas pelo mercado.
O terceiro e último passo é o posicionamento de mercado através do estabelecimento e execução de estratégias. Alguns autores estabeleceram três estratégias básicas para explorar os segmentos: Marketing não-diferenciado, marketing diferenciado e marketing concentrado.
O marketing não-diferenciado é uma abordagem que pretende atingir o mercado sem distinção. Nesta estratégia o produto é padrão para todos, não se visualiza nenhuma diferença. Aqui há um pressuposto que todos irão utilizar o produto da mesma forma, logo, os recursos utilizados serão bem menores (proporcionalmente) aos da estratégia diferenciada.
O marketing diferenciado é uma estratégia adotada pelas empresas que tem produtos e serviços para oferecer a segmentos com intenções de compra singulares. Aqui os segmentos se comportam de maneiras diferentes e a empresa tenta se adaptar ao segmento. Há uma grande probabilidade de se conseguir atingir todo o mercado-alvo com esta estratégia. Os recursos utilizados nesta estratégia serão grandes, pois implica em custos elevados.
O marketing concentrado consiste em atuar fortemente em um ou poucos segmentos, deixando os outros para os concorrentes. Esta é uma maneira de construir uma posição forte frente a alguns mercados, facilitando a defesa de suas posições. Esta estratégia pressupõe um conhecimento profundo dos clientes que vão ser atendidos. Quanto menor o segmento maior será a necessidade de se estar acompanhando permanentemente este mercado para verificar sua atratividade.
Para decidir sobre a estratégia deve-se estudar cada detalhe da segmentação para que haja um posicionamento de sucesso. O desenvolvimento de uma estratégia bem elaborada facilitará as decisões sobre o preço utilizado, a publicidade indicada, a disponibilização dos produtos e a logística necessária para atender o mercado. O direcionamento dos recursos de uma empresa para uma única estratégia proporciona um crescimento estável e controlável (na maneira do possível), permitindo prever ao longo da linha do tempo possíveis posições de mercado a serem conquistadas ou defendidas.
Para se atingir uma posição estratégica confortável, acima de tudo, é necessário um comprometimento da alta gerência com o plano que foi ou está sendo desenvolvido. Caso o plano não seja seguido e engavetado é certo que não haverá o retorno esperado e a frustração será inevitável. Para a sobrevivência da empresa, é necessário que se faça dos clientes o centro de suas operações e escolher a quem se vai disponibilizar produtos é na verdade cobrir de certeza o sucesso das operações de marketing. A segmentação e o posicionamento de mercado possibilita ao empresário a concentração de seus recursos numa estratégia voltada para resultados.
Com planejamento é presumível antecipar as respostas do mercado. É possível monitorar e defender posições. É fundamental para transformar informação em conhecimento.
2 Setembro 2006
Havia um tempo que bastava trabalhar com uma região geográfica controlável para dizer que se estava segmentado. Tempo que definir grupos de consumidores-alvo era classificar apenas por idade, renda ou sexo. O tempo passou e a globalização trouxe a proliferação de marcas e a ampliação dos canais de mercado, num cenário de mudanças intensas e rápidas como este pede respostas à altura. As respostas que a empresa dá ao mercado determinam seu tempo de vida e, cada vez mais, respostas ágeis e precisas são requisitadas. As variáveis a serem monitoradas são inúmeras e não bastando as que já existem novas são inseridas. O grande número de notícias causa, no mínimo, uma confusão de informação. As velhas fórmulas não funcionam mais. Bem-vindo ao novo ambiente de marketing.
Toda empresa que atua em um mercado amplo, em um dado momento percebe que é impossível “atirar” pra todos os lados e conseguir resultados satisfatório, pois os recursos financeiros terão que ser sempre grandes para suportar a estratégia. A diversidade das características dos possíveis clientes são inúmeras e competir em muitos segmentos pode lhe trazer alguma dor de cabeça. Dificilmente você conhecerá tão bem seu cliente num mercado muito amplo.
Para facilitar a visualização do publico-alvo agrupam-se os clientes por características comuns de maneira que se possa distinguir um grupo de outro. Essa agrupação permite saber quais são as reais necessidades do grupo, isso é segmentação.
De acordo com Kotler, segmentação é “a ação de identificar e classificar grupos distintos de compradores que podem exigir produtos e/ou composto de marketing separados”(Kotler, 1998). Segundo ele, a segmentação acompanha outros dois passos, a escolha de mercado-alvo e o posicionamento de mercado.
Para iniciar a segmentação devemos reunir grupos de compradores com características comuns. Essas características comuns, normalmente, revelam padrões de escolha e uso de produtos, avaliações e atributos de importância, reações à marca, fatores geográficos, demográficos, psicográficos e de resposta de mídia. Isso permitirá a identificação dos grupos que temos condição de atuar e, deste modo, fazer a segmentação. Neste ponto o trabalho está só começando.
Continua no próximo artigo…